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4.1 Dalet [ד] é o sinal de Deus na cultura do Antigo Egito. É uma caricatura de Ré, o deus sol, de quem a vida na terra emana. O Dalet [ד] tem a forma do hieróglifo [Deus é único]. As letras Dalet [ד] e Resh [ר] simbolizam a faixa da cabeça do faraó em seus elementos horizontais. O ponto que aparece no lado superior esquerdo é uma evocação ao uraeus real ou víbora sagrada e a parte de baixo da cauda da serpente protetora. Nos pergaminhos mais antigos, o símbolo do uraeus é sempre evidente. A Resh [ר] significa rosh [cabeça], evocando a cabeça do faraó. O hieróglifo correspondente a ela, representa a serpente divina unida com o Faraó. O uraeus, símbolo nas letras hebraicas, é a letra D de Dalet [ד], um emblema de poder e medo e uma parte fixa da banda, que circundava a cabeça de Tutancâmon, a qual termina com duas tiras verticais, como as filactérias dos hebreus, que são usadas até hoje: [e isto será como um sinal sobre o teu braço e como uma fronteira [totaphot]4 entre os teus olhos, porque com mão forte o Senhor nos tirou do Egito] Êxodo 13:16. No egípcio, o bandolete real é chamado Seshed ou Seshad, e é escrito foneticamente como 5-Sh-D. O hieróglifo Seshed transcreve foneticamente para o hebraico com três letras Shin-Shin-Dalet [ששד], visíveis nas filactérias ou tefilin [quando usadas na cabeça] dos hebreus. No lado esquerdo do estojo está a Shin com quatro ramos e, no lado direito, o clássico Shin. A Dalet [ד] é representada pelo nó na parte de trás da cabeça. 4.2 Dalet [ד] significa "porta" e era originalmente um desenho bruto de uma porta de barraca. Mais tarde passou a significar qualquer tipo de porta. Ela sugere o poder de deixar entrar ou bloquear, segurar ou soltar. Mesmo em alguns entendimentos cabalísticos, Dalet [ד] também está relacionada ao significado de uma porta como um meio de entrada e saída, como uma passagem a outro mundo ou dimensão. A porta sempre foi um símbolo feminino, que representa nascimento, reprodução e entrada para a vida em manifestação ou de saída para o espiritual. Algumas autoridades, na verdade, dizem que essa letra representa o útero, a porta da vida pessoal, abrindo-se para receber a semente, fechando-se para reter o germe da vida durante o período de gestação e abrindo-se novamente para enviar a nova criatura ao mundo ou simplesmente como um portal da reencarnação, indicando que o indivíduo morre, passa por uma prova do fogo e renasce, tal e como no conto do fênix, que renasce de suas cinzas. O substantivo grego [delta], derivado do hebraico Dalet [ד], representa os órgãos femininos de geração e o acúmulo de terra aluvial na foz de um rio, como quando falamos do delta do Nilo, assim como [delta] é o nome da quarta letra do alfabeto grego correspondente a Dalet [ד]. Em sua forma original, lembrava uma porta de tenda, um triângulo equilátero, tal e como O Olho da Providência, também chamado Olho Que Tudo Vê, Olho Panóptico ou Delta Luminoso, um símbolo interpretado como a vigilância e providência de Deus sobre a humanidade. Nesse sentido, podemos interpretar suas formas para perceber que sua barra vertical é ondulada como o fogo de uma fogueira ou a espada flamejante dos querubins que guardam os portais do Éden. Sua barra superior tem à esquerda o uraeus, a serpente egípcia que ornamenta a cabeça do faraó, e escapa um pouco à direita, revelando a forma de um navio que leva ao mundo espiritual. Em muitas culturas orientais, o número 4 é um símbolo da morte, na verdade Dalet [ד], tal e como Bet [ב] está aberta pelo lado norte, indicando que permite a entrada do mal, mas colide com uma porta ondulada e na forma de uma espada flamejante pelo lado sul, representando claramente uma passagem do mundo dos vivos para o mundo dos mortos, revelando que se deve passar pela prova do fogo, em alegoria à prova de pesagem da pena de avestruz e do coração na balança de Anúbis. Dalet [ד], em definitiva, oculta um ritual de passagem para o mundo dos mortos. 4.3 A palavra debakh [דבח] [sacrificar] começa com Dalet [ד] e vale [4 + 2 + 8 = 14 = 5]. Interessante ver como 14 é igual a 1 [de uma pessoa] ao lado do 4, valor da letra Dalet[ד], assim como a Yud [י] ao lado de Dalet [ד] na letra Hei, que vale 5. É o homem diante da morte ou melhor, diante de sua passagem pelo portal entre mundos, indicando um sacrifício, seu próprio sacrifício. O número 14 representa o princípio da razão suficiente5, [4] expresso através da concentração [1]. A verificação da hipótese obtida pelo raciocínio é realizada por meio da concentração, que nada mais é do que a focalização da atividade vibratória da serpente de fogo em um ponto definido do cérebro, razão pela qual encontramos a serpente uraeus no canto superior esquerdo de Dalet, assim como no tefilin encontra-se a Shin [ש] de 4 pontas. Os meios pelos quais a concentração é alcançada são simbolizados pela chama ou espada flamejante representada pela barra vertical à direita de Dalet [ד], direcionando a energia de cima para o plano inferior, indicando que não é que o fogo esteja subindo, mas sim baixa para queimar, para depois ver se o que foi queimado subirá como ondas flamejantes. O 5 é Hei [ה], letra que revela o 1 que está na frente de seu destino, o 4 ou seja, na frente de Dalet [ד], onde ele passará por uma verificação das forças do desejo, presentes em seu coração, para decidir seu destino, para saber se ele alcançará a consciência superior. Ninguém pode alcançar a perfeição sem sacrifício. Certamente, quem conhece o valor de seu objetivo não se sente perdido quando se liberta de todos os obstáculos que interferem em seu progresso. Nos estágios iniciais da Grande Obra, a pessoa é freqüentemente convidada a tomar decisões que parecem envolver algum tipo de sacrifício. A experiência mostra a falsidade de tais aparências, mostrando que todo ato de eliminação sábia torna possível a expressão de uma medida maior de poder. No início, entretanto, alguns desses testes são difíceis de lidar. Aqueles que falham, geralmente são os mais dispostos a garantir que não haja nada nas promessas da Sabedoria Eterna. Em certo sentido, eles estão certos. Há menos do que nada para os preguiçosos, para os indecisos ou para os medrosos. Menos do que tudo para pessoas que não têm coragem de enfrentar períodos de aparente fracasso. Quem busca o superior deve ter fervor, deve estar em uma rebelião ardente contra as limitações e a escravidão da ignorância. Para seguir em frente, diante de probabilidades que parecem impossíveis, ele precisa ser preenchido com um desejo intenso e concentrado de demonstrar, por experiência real, que ele é, autêntico e verdadeiro. Mas fervor não é suficiente. Nenhuma pessoa foi libertada simplesmente porque tinha um desejo ardente de liberdade. A força ígnea da natureza do desejo deve ser dirigida. Esse é o significado da chama de Dalet [ד], que indica para onde os esforços devem ser direcionados. Aí entra a temperança, o ato de temperar, templar ou a capacidade de equilibrar os temperos certos para obter o melhor sabor. O propósito do templar é impartir mais fortaleza ao que é templado. Na Grande Obra, esse objetivo é alcançado pela mistura adequada de forças opostas ou seja, pela aplicação da Lei do Equilíbrio. Essa é a beleza da letra Dalet [ד]. 4.4 Dalet [ד] significa a sefirah Malchut. A palavra [דל] [Dal] significa [pobre]. Malchut é chamada de [pobre], uma vez que não tem nada próprio para oferecer e recebe tudo das outras nove sefirot.6, indicando que quando morremos, não levamos nada, mas recebemos tudo.
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Donation please to: paypal.me/luciopatrocinio Referências Bibliográficas: 1 Torá. 2 Zohar. 3 Sabbah, Roger - Secrets of the Exodus. 4 TOTAPHOT, s.m. (Hist. Judaica.) Termo hebraico, traduzido pelos gregos como [ἀσάλευτοι, e como ἔνεκθα], encontrado em vários lugares das Escrituras. Os críticos são muito divididos no significado dessa palavra; alguns acreditam que é egípcio, e que isso significa algum tipo de ornamento que não é bem conhecido por nós. A Septuaginta traduz por coisas imóveis e Áquila por pingentes. Os parafrasts caldeus às vezes o traduzem por tefilim, preservativos; e às vezes com uma tiara, uma coroa, uma braçadeira, aparentemente prestando atenção ao uso dos judeus de seu tempo, que confundiam o totaphot com tiras de pergaminho que usavam na testa. Alguns rabinos querem que signifique um espelho; outros, como Oleaster Neyer, Grotius, afirmam que em egípcio significa lunetas. Scaliger e Ligfoot explicam por amuleto, filactérios, preservativos; Samuel Petit, por figuras obscenas que os camponeses usavam na forma de preservativos. São Jerônimo acredita que, por esse termo, devemos entender os tefilins ou tiras de pergaminho sobrecarregados com passagens das Escrituras, que os judeus da Índia, Babilônia e Pérsia, e especialmente os fariseus, afetados por usar em seu tempo. O padre Calmet acredita que totaphot significa pingentes que se coloca na testa e pendurados entre os olhos; mas ele não descreve o que eles poderiam ser, nem por que razão são colocados assim. Ele apenas acrescenta que Moisés quer que a lei de Deus esteja sempre presente nos corações e mentes dos israelitas, como os totaphot estão sempre presentes no olhos daqueles que os usam, o que levaria a supor que esses totaphot eram os ornamentos de cabeça das mulheres israelitas. (Calmet, dicção da Bíblia, t. III p. 699.) 5 É precisamente no conhecimento da morte pelo homem que Schopenhauer encontra a origem do que designa “necessidade metafísica do homem”, ou seja, o originário impulso humano para pensar a essência do mundo, aquilo mediante o que o mundo das representações, de conhecido, torna-se despropositado, vazio e insubstancial como uma miragem. 6 Rabbi Amiram Markel & Markel - The Knowledge of G-d (vol. 1). |
| © Lúcio José Patrocínio Filho |
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quarta-feira, 5 de agosto de 2020
Minha Romã de pomar #4
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