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8.1 A letra Chet [ח] é a primeira letra do nome [Eva], que tanto em hebraico [חוה] [rava], quanto em árabe [حواء] [hawa], procede da raiz [vida]. Eva [חוה], que vale [8+6+5=19=1], significa [a vivente], [a mãe dos viventes] e tem raízes como [rai] [חי] [vivo] [animado] e [rai’im] [חיים] [vida] e [vidas]. O nome [Adão], tanto em hebraico [אדם] [adam], quanto em árabe [آدم], possui raiz [sangue] [damah] [דם] e argila [terra vermelha], [terra fértil]. Adão [אדם] vale [1+4+40=45=9], portanto a soma de ambos [1+9=10=1] ou o que é o mesmo [19+45=64=10=1] simboliza que na união do homem com a mulher está a unidade com o Criador. Eva, com valor 19, revela que ela é [9+1] ou seja, ela é capaz de gerar algo além dela, uma nova vida, mas o homem não pode, pois vale apenas 9. Entretanto, a chispa divina está no espermatozoide, hoje podemos afirmar cientificamente esse entendimento, porque está comprovado pela ciência4 que os espermatozoides, para mover de forma helicoidal como movem, liberam por sua calda, uma carga elétrica na forma de íons, denominados prótons Hv1 pelos cientistas, portanto possuem carga elétrica, transportam a chispa que possibilitará que o feto tenha eletricidade [consciência], desde o momento da fecundação do óvulo. Também há estudos5 que revelam que o óvulo libera grande quantidade de zinco no momento da fecundação, algo como uma explosão de zinco, comprovando que ao entrar no óvulo, ocorre algo como se o espermatozoide desse um choque no óvulo ou uma transferência de carga, fazendo com que o óvulo proteja suas paredes para deter a entrada de outros espermatozoides. Adão [םאד] começa com Alef [א], que reforça o entendimento sobre a chispa divina, por sua conexão com o tetragrama sagrado e sua simbologia ligada à energia em movimento, seguida pela Dalet [ד], que simboliza a passagem para outra dimensão, a morte, com o qual a chispa vai de encontro a seu destino que é nascer para morrer, finalmente terminando com Mem [ם], letra que conduz ao triângulo das águas, Sha’Mayim [שמים], [mar, água e céus], um entendimento de que somos convidados à participar da Criação. Em definitiva, é o homem quem dá a vida, por meio do espermatozoide que leva a chispa, a eletricidade, a mesma que ficará alojada no cérebro do novo ser até o momento de sua morte, e a mulher é quem dá o direito de morrer, pois permite o nascer para que possamos morrer algum dia. 8.2 A letra Chet [ח] tem valor 8, indicando um ciclo infinito. De fato, esse é o símbolo utilizado para representar valores infinitos [∞]. Essa letra é o símbolo da vida que se repete dentro do vaso da vida que é a Criação divina. Perceba que ela está fechada [ח], não possui janela pelo lado norte, tal e como a letra Hei [ה], e suas hastes verticais são onduladas como a espada flamejante [ח], indicando que este vaso está cozendo algo, a vida. Chet [ח] revela que a Criação está sendo realizada no mundo de abaixo, mas está ligada ao mundo superior. Ademais, indica que o caminho é reto, de oeste a leste, pois aquele que se desvie para o norte ou para o sul, queimará ou o que é o mesmo, sofrerá. Não há abertura para o leste, indicando que a passagem a um mundo superior requer um ritual de passagem, relembrando os significados do ritual de passagem do Juízo de Osíris, com o qual, o ciclo se repete, reforçando o 8 como valor representativo do ciclo que se repete infinitamente, e revelando que o mundo dos fenômenos é como um calabouço ou caverna, onde todos que ali estão são escravos e o trabalho a ser realizado é o de lograr escapar desse mundo de ilusões. A tendência é ficar preso nesse mundo, atraídos como as moscas que seguem a luz, seja ela a luz da fogueira do Norte ou a luz da fogueira do sul, onde queimamos para renascer, como no conto do fênix que renasce das cinzas. 8.3 Também é com a letra Chet [ח] que se inicia a palavra Chesed [חסד], considerada como o portal entre o mundo físico e o espiritual, pelo qual somente podem alcançar a ascensão os imbuídos de caridade, e para alcançar esse estado há a necessidade de transcendência sobre todos os egos ou seja, somente aquele que realizou sua Grande Obra, transcendendo sobre as 7 de abaixo, pode optar por atravessar o umbral de Chesed [חסד], o mesmo portal que está representado pela letra Chet [ח]. 8.4 Echad [אחד] significa unidade correspondente ao número 1. Aqui Alef [א] e Dalet [ד] indicam e reforçam o entendimento da letra Chet [ח] como o vaso ou recipiente que se encontra entre a vida e a morte. Ademais, coloca em evidência o Juízo de Osíris, ao indicar que somente atravessará o umbral entre mundos, aquele que conseguir unir seus pedaços, suas partes que compõem sua alma. Somente aquele que realiza sua Grande Obra, tornando-se Uno consigo mesmo, entrará na Israel Celestial. 8.5 Sacrifício [דבח] [debach] [no sentido de ritual do sacrifício] é uma palavra que indica um caminho de renascimento, onde ao atravessar a morte, indicada pela Dalet [ד], regressamos ao vaso primordial, representado pela letra Bet [ב] ou seja, simboliza um renascimento. A soma dessas duas letras vale 6 [4+2], reforçando esse entendimento e conexão com o mundo físico, porque esse é o valor da Vav [ו] e dos dias que trabalhou Deus na Criação do mundo. Somente ao revelar essa letra oculta na palavra Sacrifício, a letra Vav [ו], podemos entender os conceitos de retidão encontrados nos significados ocultos da letra Chet [ח] [como sendeiro espiritual e portal do acima e do abaixo], pois Vav [ו] simboliza o caminho da elevação sem rodeios, em uma vertical que termina numa Yud [י]. Dito isso, os entendimentos da palavra sacrifício e sua relação com Chet [ח] não podem ser outra coisa que o segredo da existência, o segredo do regressar e do não regressar. A elevação se consegue evitando o fogo das paredes de Chet [ח] e essa travessia supõe um sacrifício, mas não no sentido de dor, e sim no sentido de abdicação do desejo de ficar no mundo dos fenômenos, sentindo o ardor das paixões e o apego às virtudes, porque se você já trabalhou nos 6 dias, no sétimo descansará. Aquele que não realizou seu trabalho, sua Grande Obra, precisará regressar para tentar imitar o Criador em seus 7 dias da criação do mundo, utilizando seus dons durante toda sua vida. Perceba que são 7 as Sefirót de abaixo, mas como citado anteriormente estamos em Chesed [חסד], com o qual realizamos a Grande Obra alcançando os entendimentos de Chesed [חסד], resolvendo as outras 6 e descansando em Chesed [חסד], por isso [damos] em Chesed [חסד], em Chesed [חסד] somos caridosos porque estamos livrando-nos de tudo para poder atravessar o portal do não regresso, esse é o segredo de Chesed [חסד], a Sefirá da caridade. Chet [ח] é como uma carruagem de fogo, pois nosso mundo está em movimento contínuo, onde a vida é mantida pelo calor das estrelas. A carruagem é o nosso universo e enquanto estamos realizando nossa viagem, nossa vida no mundo dos fenômenos, Chet [ח] indica que estamos suscetíveis a queimar, a sermos sacrificados. Os rituais do sacrifício são então como uma advertência, um lembrete para que não esqueçamos que a qualquer momento podemos cair e regressar, em um ciclo que se repete, simbolizado pelo número 8 de Chet [ח]. 8.6 Chet [ח] é a inicial da palavra [חן] [Chen] [Graça] e sobre essa palavra há algo interessante a saber. Notariqon, gematría y temurah são três métodos cabalísticos usados para reordenar palavras e orações na Torá e derivar o substrato esotérico e significado espiritual mais profundo das palavras na Torá. O Notariqon também foi usado na protociência denominada Alquimia e é um derivado da palavra latina "notarius", que significa estenógrafo. Com este método, uma palavra totalmente nova é construída a partir de outras já existentes, usando as letras iniciais ou finais dessas palavras e combinando-as. Alternativamente, uma frase pode ser formada tomando cada letra de uma determinada palavra separadamente e incluindo cada uma delas em outra palavra. Exemplo: a doutrina da Cabala é denominada [Chokmah Nistorah] [חכמה נסתרת] [ Sabedoria Oculta]. Pegando a primeira letra de cada uma das duas, obtemos [חן] [Chen] [Graça]. O que se entende é que a prática do estudo cabalístico, preenche de Graça ou Shekhinah [שכינה] [Presença Divina] a todo aquele que a pratica.
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Donation please to: paypal.me/luciopatrocinio Referências Bibliográficas: 1 Torá. 2 Zohar. 3 Sabbah, Roger - Secrets of the Exodus. 4 Voltage-gated proton (Hv1) channels, a singular voltage sensing domain. 5 La chispa mágica que se produce cuando un espermatozoide fertiliza un óvulo. 6 Regardie, Israel - Un jardin de granadas. |
| © Lúcio José Patrocínio Filho |
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quinta-feira, 20 de agosto de 2020
Minha Romã de Pomar #8
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